HoLEP: Enucleação Prostática com Laser de Holmium - Urologista em Chapecó | Dr. César Bombardelli – Cirurgião Urologista

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HoLEP: Enucleação Prostática com Laser de Holmium

Uma evolução da cirurgia da próstata que reproduz, por via endoscópica, os princípios da cirurgia aberta

A Enucleação Prostática com Laser de Holmium, conhecida mundialmente pela sigla HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate), é uma das técnicas mais avançadas atualmente disponíveis para o tratamento cirúrgico da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

Sua principal característica é permitir a remoção completa do adenoma prostático obstrutivo por via endoscópica, através da uretra, utilizando a energia do laser de Holmium.

O grande diferencial da técnica é que ela reproduz, por via minimamente invasiva, o mesmo princípio anatômico da prostatectomia simples aberta: a separação e remoção do adenoma prostático da cápsula cirúrgica da próstata.

Isso faz do HoLEP uma alternativa particularmente interessante para homens com próstatas de grande volume, nos quais, tradicionalmente, a cirurgia aberta era uma das principais opções terapêuticas.

Onde surgiu o HoLEP?

A história do HoLEP começou na década de 1990, na cidade de Tauranga, na Nova Zelândia, no Departamento de Urologia do Tauranga Hospital.

Os urologistas Peter J. Gilling e Mark R. Fraundorfer foram os principais responsáveis pelo desenvolvimento da técnica.

Inicialmente, o laser de Holmium estava sendo utilizado para diferentes formas de tratamento endoscópico da próstata. Entretanto, Gilling e Fraundorfer perceberam que as características do laser permitiam algo ainda mais interessante: dissecar o adenoma prostático no plano anatômico existente entre o tecido hiperplásico e a cápsula prostática, reproduzindo a lógica da enucleação realizada durante a prostatectomia aberta.

O desenvolvimento de um sistema de morcelamento intravesical foi fundamental para completar a técnica, permitindo retirar, através da uretra, os grandes fragmentos de tecido prostático que haviam sido previamente enucleados e deslocados para dentro da bexiga.

Os primeiros resultados clínicos da combinação entre enucleação com Holmium e morcelamento foram publicados em 1998. Em uma das primeiras séries, os autores demonstraram a possibilidade de realizar uma enucleação anatômica completa do adenoma por via transuretral, inclusive em próstatas volumosas.

Como é realizada a cirurgia?

O HoLEP é realizado por via endoscópica, sem necessidade de incisão abdominal.

Um instrumento endoscópico é introduzido pela uretra até a próstata e, através de uma fibra de laser de Holmium, o cirurgião realiza a dissecção do tecido prostático hiperplásico.

O laser de Holmium utilizado na técnica possui comprimento de onda de aproximadamente 2.140 nm, sendo fortemente absorvido pela água e permitindo corte preciso do tecido e excelente controle da hemostasia.

De maneira simplificada, o procedimento pode ser dividido em algumas etapas:

1. Identificação do adenoma prostático

O cirurgião identifica o tecido prostático responsável pela obstrução da uretra.

2. Enucleação

A fibra de laser é utilizada para realizar a dissecção do adenoma no plano anatômico existente entre o adenoma e a cápsula prostática.

O tecido prostático é progressivamente separado da cápsula, de maneira semelhante à retirada do adenoma com o dedo durante a cirurgia aberta.

Dependendo da anatomia da próstata e da preferência técnica do cirurgião, a enucleação pode ser realizada utilizando diferentes estratégias, como a técnica de três lobos ou técnicas en bloc. As evidências atuais mostram resultados funcionais semelhantes entre as diferentes formas de enucleação.

3. Deslocamento do adenoma para a bexiga

Após a enucleação, os lobos prostáticos são deslocados para dentro da bexiga.

4. Morcelamento

Dentro da bexiga, o tecido prostático enucleado é fragmentado por um morcelador e retirado através do próprio aparelho endoscópico.

Esse passo é particularmente importante nas próstatas volumosas, pois permite retirar grandes quantidades de tecido sem a necessidade de uma incisão abdominal.

5. Hemostasia

Finalmente, são revisados cuidadosamente os leitos de enucleação e realizados os procedimentos necessários para garantir uma adequada hemostasia.

O resultado é a remoção do tecido prostático que estava causando a obstrução, deixando a cápsula cirúrgica da próstata como um novo canal para a passagem da urina.

Por que o HoLEP é especialmente interessante nas próstatas volumosas?

Historicamente, quando um paciente apresentava uma próstata muito grande, a prostatectomia simples aberta, pelas técnicas de Millin ou transvesical, era uma das principais alternativas cirúrgicas.

A cirurgia aberta apresenta excelente eficácia e durabilidade. Entretanto, é um procedimento mais invasivo, pois necessita de uma incisão abdominal e de uma abordagem cirúrgica direta da próstata.

O HoLEP permite realizar essencialmente o mesmo princípio de enucleação completa do adenoma, mas através da uretra.

Essa característica representa uma importante evolução no tratamento das próstatas volumosas.

As diretrizes da European Association of Urology (EAU) reconhecem que o HoLEP apresenta eficácia de curto e longo prazo comparável à prostatectomia aberta, mas com um perfil perioperatório mais favorável.

Principais vantagens do HoLEP em relação à cirurgia aberta

Menor invasividade

O HoLEP é realizado totalmente por via endoscópica, sem necessidade de uma incisão abdominal convencional.

Menor perda sanguínea

A energia do laser proporciona simultaneamente corte e coagulação dos vasos sanguíneos, contribuindo para um excelente controle do sangramento.

Estudos comparativos demonstram menor perda sanguínea e menor necessidade de transfusão com HoLEP quando comparado à prostatectomia aberta.

Menor tempo de sondagem vesical

Após a cirurgia aberta, o paciente normalmente necessita permanecer com sonda vesical por um período mais prolongado.

Com o HoLEP, o tempo de permanência da sonda tende a ser significativamente menor.

Menor tempo de hospitalização

A ausência de uma incisão abdominal e a menor agressão cirúrgica permitem uma recuperação mais rápida.

As comparações entre HoLEP e prostatectomia aberta demonstram vantagem do HoLEP em relação ao tempo de hospitalização e de cateterização.

Excelente eficácia mesmo em próstatas muito grandes

Uma das características mais importantes do HoLEP é que o tamanho da próstata não constitui, por si só, uma limitação importante para a técnica.

A experiência inicial já demonstrava a possibilidade de tratar endoscopicamente próstatas de praticamente qualquer tamanho, desde que o procedimento fosse realizado por equipe adequadamente treinada.

Remoção completa do adenoma

Diferentemente das técnicas de simples vaporização, o HoLEP permite realizar uma enucleação anatômica do adenoma, removendo uma quantidade significativa de tecido prostático.

O tecido retirado também pode ser enviado para exame anatomopatológico, permitindo a avaliação histológica da próstata.

Excelente durabilidade

Ao remover praticamente todo o adenoma responsável pela obstrução, o HoLEP apresenta excelentes resultados funcionais e baixa necessidade de nova intervenção ao longo do tempo.

Estudos comparativos demonstram resultados funcionais de longo prazo semelhantes aos obtidos com a prostatectomia aberta.

HoLEP: uma cirurgia endoscópica com princípios de cirurgia aberta

Talvez a melhor maneira de compreender o HoLEP seja pensar que ele não é simplesmente uma cirurgia a laser para “desgastar” ou “vaporizar” a próstata.

Seu conceito é diferente.

O objetivo é identificar o plano anatômico entre o adenoma e a cápsula prostática, dissecar esse plano e retirar o adenoma praticamente inteiro, reproduzindo por via endoscópica a enucleação realizada na cirurgia aberta.

Por isso, o HoLEP representa uma interessante combinação entre:

a eficácia e a radicalidade da enucleação da cirurgia aberta e as vantagens de uma abordagem endoscópica e minimamente invasiva.

O HoLEP substituiu a cirurgia aberta?

Para pacientes com próstatas volumosas e indicação de tratamento cirúrgico, o HoLEP tornou-se uma das principais alternativas à prostatectomia simples aberta.

As diretrizes atuais da EAU consideram a enucleação endoscópica com laser de Holmium uma alternativa à ressecção transuretral e à prostatectomia aberta, recomendando sua utilização em pacientes com sintomas urinários moderados a graves relacionados à obstrução prostática.

Em comparação com a cirurgia aberta, o HoLEP consegue proporcionar resultados funcionais semelhantes, porém com menor invasividade, menor tempo de cateterização e hospitalização e menor perda sanguínea.

Isso explica por que a técnica ganhou espaço progressivamente na Urologia moderna, especialmente no tratamento das próstatas de grande volume.

Alguns dos aparelhos disponíveis no mercado atualmente.

Uma técnica que exige experiência

Apesar de todos os seus benefícios, o HoLEP é uma técnica cirúrgica altamente dependente da experiência do cirurgião.

A identificação correta do plano de enucleação, o domínio da anatomia endoscópica, o controle da hemostasia e a realização segura do morcelamento são etapas que exigem treinamento específico.

A própria EAU destaca que a experiência do cirurgião é um dos fatores mais importantes relacionados à ocorrência de complicações e recomenda programas de treinamento e mentoria durante a curva de aprendizado.

Portanto, a escolha do HoLEP deve levar em consideração não apenas o tamanho da próstata e as características clínicas do paciente, mas também a experiência da equipe urológica com a técnica.

HoLEP: tecnologia a serviço de uma cirurgia mais eficiente e menos invasiva

A evolução do tratamento cirúrgico da Hiperplasia Prostática Benigna permitiu que uma operação tradicionalmente realizada por via aberta pudesse ser reproduzida através da uretra, utilizando tecnologia laser.

O HoLEP representa justamente essa evolução: uma técnica capaz de realizar a enucleação anatômica do adenoma prostático, inclusive em próstatas de grande volume, com menor agressão cirúrgica e recuperação geralmente mais rápida.

Para o paciente, isso pode significar uma importante combinação de benefícios:

tratamento eficaz da obstrução urinária + menor sangramento + menor tempo de hospitalização + menor tempo de uso de sonda + recuperação mais rápida.

A indicação, entretanto, deve ser individualizada após avaliação urológica completa.

Dr. Cesar Bombardelli – Urologista
Diagnóstico e tratamento das doenças da próstata e do aparelho urinário.

Escrito e publicado pelo Dr. Cesar Bombardelli

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A cirurgia robótica representa uma das maiores inovações da medicina moderna. Amplamente utilizada em países como Estados Unidos e Europa, essa tecnologia vem crescendo de forma consistente no Brasil, especialmente nas cirurgias urológicas.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, no qual o cirurgião controla um sistema robótico por meio de um console, garantindo movimentos mais precisos e visão ampliada. Os robôs não atuam de forma autônoma: todos os movimentos são realizados pelo cirurgião, devidamente treinado e atualizado para acompanhar a evolução tecnológica.

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UroDicas: Testículos

Atente-se a alguns cuidados

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Crie o hábito de observar os testículos

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Esvazie a bexiga antes e depois do coito

Perceber nódulos e caroços endurecidos nos testículos são sinais de alerta para procurar um urologista, pois podem indicar o aparecimento de tumor maligno de testículo. Ao ser detectado ainda no início, o câncer de testículo possui alto potencial de cura.

Evite agressões nos testículos

Agredir o tecido germinativo testicular de maneira mecânica (pancadas), física (elevadas temperaturas) ou biológica (infecções) pode levar o indivíduo a uma condição permanente de infertilidade.

Procure não usar calças e cuecas apertadas

Usar calças e cuecas apertadas também pode levar ao aparecimento de dores testiculares crônicas, em função da redução do fluxo sanguíneo venoso e pelo maior desconforto proporcionado.

Atente-se ao uso de drogas

Utilizar drogas recreativas lícitas ou ilícitas exerce efeitos tóxicos no tecido germinativo testicular, gerando a produção de espermatozoides de qualidade ruim e em baixo número, além de determinar um cenário de infertilidade muitas vezes irreversível.

Procure auxílio ao detectar bolsas testiculares vazias na infância

Obter orientações e realizar o tratamento cirúrgico adequado em meninos com uma ou as duas bolsas testiculares vazias até, no máximo, os 9 anos de idade, é fundamental para garantir a fertilidade no futuro.

 

 

UroDicas: Rins

Beba bastante líquido

Manter uma hidratação generosa com volume médio de 3 litros ao longo das 24hs, incluindo água, sucos e chás, permite a produção de urina em bom volume, evitando a formação de cálculos renais e a incidência de infecções urinárias.

Atente-se às restrições

Ingerir líquidos em excesso pode ser prejudicial no caso de o indivíduo apresentar uma enfermidade renal com déficit de excreção. Além disso, o consumo de leite e derivados deve ser moderado por pessoas com predisposição para cálculos renais devido ao cálcio.

Aposte na ingestão de sucos de frutas cítricas

Consumir regularmente frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina, na forma de sucos ajuda a manter o PH da urina levemente alcalino e evitar a formação de cálculos urinários de ácido úrico.

Evite a ingestão de medicamentos sem orientação médica

Fazer uso de medicamentos, em especial alguns antibióticos e anti-inflamatórios, pode ser tóxico para os rins, principalmente se consumidos em tempo e dosagem errados.

 

 

UroDicas: Próstata

Evite o enchimento rápido da bexiga

Ingerir grandes volumes de líquidos de uma vez pode ocasionar uma distensão da bexiga e comprometer a eficiência da contração desse músculo, causando episódios de micção com jato mais fraco ou, em casos extremos, incapacidade de urinar.

Não fique muito tempo sem urinar

Segurar a urina por longos períodos pode ocasionar uma micção dificultosa ou até em retenção urinária em decorrência de um estiramento das fibras musculares da bexiga que, temporariamente, diminuem sua capacidade de contração.

Faça check-ups periódicos

Procurar o urologista para se submeter a uma avaliação clínica a partir dos 50 anos ou aos 45 anos nos casos de histórico familiar para o câncer prostático permite a detecção precoce do câncer de próstata e um tratamento eficaz, com reais chances de cura.

Evite descongestionantes nasais e antigripais

Utilizar medicamentos contendo compostos que atuem em receptores semelhantes aos que existem na cápsula da próstata e na saída da bexiga pode dificultar a micção, especialmente em indivíduos com algum grau de crescimento da próstata.

 

 

UroDicas: Pênis

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Puxar a pele prepucial para trás e limpar completamente a região que fica coberta, além de não deixar o esmegma (secreção sebácea do pênis) se acumular são atitudes essenciais para evitar inflamação crônica, fator de risco para o câncer de pênis.

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Fortaleça a musculatura pélvica

Tonificar os músculos pélvicos, responsáveis pela liberação do sêmen e da urina, é um dos tratamentos indicados para homens com incontinência urinária por ajudar a ter maior controle sobre o momento de ejacular.

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Estar com baixos níveis de testosterona não é algo tão incomum e pode originar a disfunção erétil, tendo em vista tratar-se do hormônio responsável pela ereção peniana, daí a importância de diagnosticar e tratar a condição.

 

 

UroDicas: Bexiga

Mantenha-se hidratado

Ingerir líquidos de maneira generosa e regular aumenta a produção e o fluxo de urina, fatores essenciais de proteção contra a invasão de bactérias e a infecção do trato urinário.

Não adie a ida ao banheiro

Demorar para esvaziar a bexiga favorece a invasão bacteriana e a infecção, pois a urina residual serve de meio condutor e facilita a adesão de bactérias patogênicas na parede da bexiga, além de enfraquecer o músculo vesical com o passar dos anos.

Esvazie a bexiga antes e depois do coito

Manter relações sexuais com a bexiga cheia facilita a entrada de bactérias patogênicas através da uretra feminina para dentro da bexiga. Portanto, mulheres, lembrem-se de ir ao banheiro antes e depois do coito.

Evite cremes espermicidas, sabonetes íntimos e géis lubrificantes

Cremes espermicidas, sabonetes íntimos e alguns géis lubrificantes usados com frequência podem alterar significativamente a flora vaginal e propiciar a proliferação de bactérias patogênicas com potencial para causarem infecção urinária.

Evite andar em veículo automotor com a bexiga cheia

Esta prática aumenta o risco de uma ruptura traumática da bexiga na eventualidade de um acidente automobilístico, fazendo com que haja extravasamento de urina para dentro da cavidade abdominal.

 

 

Urologia Clínica Geral de Adultos

Urologia é a especialidade médica responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho urinário de homens e mulheres, incluindo órgãos como rins, bexiga, ureteres e uretra. O médico urologista também trata problemas relacionados às adrenais e afecções do aparelho reprodutor masculino, a exemplo do pênis, testículos, próstata e vesículas seminais.

Problemas tratados pelo urologista

Inúmeros problemas relacionados ao trato urinário de ambos os sexos e ao aparelho reprodutor masculino podem ser tratados pelo urologista. Entre eles estão infecções urinárias, cálculos renais, tumores benignos ou malignos, distúrbios de micção, doenças da próstata e infertilidade.

Quando procurar um urologista

A recomendação é realizar check-ups de maneira periódica, entretanto, alguns sinais podem indicar doenças urológicas e exigir um atendimento imediato. Atenção ao sentir dores abdominais, lombares, testiculares e penianas ou, ainda, diminuição do jato urinário, aumento da frequência urinária, gotejamento pós-miccional e incontinência urinária. Questões como ausência de ejaculação, corrimento uretral, verrugas penianas e ejaculação precoce também demandam cuidado especial.

O que é Vasectomia?

Vasectomia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que visa a contracepção masculina de maneira segura, impedindo que a gravidez ocorra numa relação sexual normal, mesmo numa eventual ejaculação dentro da vagina. Trata-se de uma alternativa contraceptiva considerada relativamente simples em termos de complexidade e altamente eficaz, com taxas de sucesso superiores a 99%.

Como funciona?

Realizada em regime ambulatorial, sem internação e com anestesia local ou sedação, o médico urologista faz um pequeno corte de cada lado da bolsa escrotal para cortar e bloquear os ductos deferentes, responsáveis por conduzir os espermatozoides até o pênis. Dessa maneira, a ejaculação permanece e o sêmen conserva a maior parte das suas características, mas como não possui espermatozoides viáveis, pois o canal foi bloqueado, inviabiliza a hipótese de gravidez. O paciente é liberado logo após o procedimento e recebe orientações para o cuidado pós-operatório.

Como é a recuperação?

A hiperplasia prostática benigna é caracterizada pelo crescimento nodular de uma das regiões da próstata. Essa condição, mais frequente a partir dos 40 anos, pode comprimir a uretra, diminuindo o seu calibre e dificultando ou impedindo a passagem da urina. As causas ainda são desconhecidas, no entanto, acredita-se que vários fatores simultâneos estejam envolvidos, como idade, histórico familiar, presença de níveis elevados de hormônios masculinos e alterações genéticas.

 

Quais as vantagens e desvantagens?

A principal vantagem de o homem realizar a vasectomia refere-se ao maior controle sobre a gravidez, mas não para por aí. É uma cirurgia com alta taxa de eficácia e baixa porcentagem de complicações. Além disso, diferentemente do uso de pílulas e outros métodos contraceptivos usados pelas mulheres, a vasectomia não interfere nos níveis hormonais, no desejo sexual ou na dinâmica da relação sexual.

Em termos de desvantagens, pode-se ressaltar a necessidade de aguardar cerca de 3 meses depois da cirurgia para suspender os métodos contraceptivos até que um novo espermograma confirme a ausência de espermatozoides. Outro aspecto é o fato de a vasectomia não proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis, sendo recomendada a manutenção do uso de camisinha em toda relação sexual.

Cirurgias endoscópicas urológicas minimamente invasivas: O que são?

O aprimoramento tecnológico contínuo da medicina vem possibilitando tratar as doenças de uma maneira mais eficaz e ao mesmo tempo menos agressiva. Bastante difundida, as cirurgias minimamente invasivas são caracterizadas pela realização de procedimentos cirúrgicos com pequenos cortes ou até mesmo sem cortes, por meio de orifícios naturais. Na Urologia, destacam-se a endourologia, a cirurgia videolaparoscópica e a cirurgia robótica.

Quais as vantagens?

Os principais benefícios da Cirurgia Endoscópica Urológica Minimamente Invasiva estão relacionados aos seguintes fatores: cicatriz cirúrgica reduzida, menor dor pós-operatória, menor taxa de complicações, recuperação mais rápida, alta hospitalar precoce, retorno mais rápido às atividades habituais e maior conforto ao paciente.

Quais doenças são tratadas?

As cirurgias urológicas mais comuns que podem ser tratadas de forma minimamente invasiva são tumores benignos, malignos e doenças císticas dos rins e glândula adrenal, tumores do urotelio e câncer de bexiga, hiperplasia benigna e Câncer de Próstata, bem como incontinência urinaria de esforço e disfunções neurogênicas da bexiga.

Câncer de Próstata: O que é?

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino localizada entre a bexiga e a pélvis, englobando toda a volta da primeira porção da uretra. O câncer dessa região resulta do crescimento anormal e descontrolado das células da próstata. Embora este seja o tumor sólido mais comum no homem e o segundo que mais mata anualmente, ainda encontra no preconceito uma barreira para o diagnóstico precoce.

Quais são os sintomas?

O câncer de próstata em sua fase inicial é assintomático. No entanto, em estágios mais avançados nos quais a doença já comprometeu quase toda a glândula prostática, com invasão para órgãos e tecidos vizinhos ou mesmo à distância (as chamadas metástases), os sintomas incluem dificuldade e dor para urinar, urina com sangue, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e dores pelo corpo.

Quais são os fatores de risco e como diagnosticar?

Os fatores de risco mais conhecidos para o câncer de próstata são idade, histórico familiar, raça, obesidade e síndromes genéticas. Para diagnosticar o câncer de próstata precocemente, recomenda-se o rastreamento a partir dos 50 anos por meio do toque retal e de dosagens sanguíneas de PSA. Homens com histórico de câncer de próstata na família acometendo parentes de primeiro grau (pai e irmãos) e homens negros, entretanto, devem iniciar essa avaliação aos 45 anos devido ao maior risco.

Quais os Tratamentos Disponíveis?

Quando o paciente faz suas visitas regulares ao urologista para a prevenção do câncer de próstata e este é diagnosticado em fase inicial, sua chance de cura supera os 90%. As terapias oferecidas para a cura do câncer de próstata são a cirurgia (prostatectomia radical) e a radioterapia. Em casos mais avançados, a escolha do tratamento costuma estar relacionada não apenas às chances de cura mas também aos efeitos colaterais, ao custo e à logística pertinente a cada uma das modalidades terapêuticas.

O que são Cálculos Urinários?

As pedras na urina ou cálculos urinários referem-se a um problema cujo nome científico é litíase urinária e consistem na formação de partículas sólidas no sistema urinário. Esse quadro se instala devido a uma alteração metabólica crônica do organismo que determina um aumento da excreção urinária de determinadas substâncias e/ou uma diminuição da excreção de substâncias inibidores da cristalização.

Quais são as causas?

A formação de cálculos pode estar relacionada à predisposição genética, mas o risco de desenvolver o problema tende a aumentar em razão do excesso de peso e maus hábitos alimentares, como ingestão exagerada de sal, proteína animal e produtos industrializados, além do baixo consumo de líquidos.

Quais são os sintomas?

A formação de cálculos pode estar relacionada à predisposição genética, mas o risco de desenvolver o problema tende a aumentar em razão do excesso de peso e maus hábitos alimentares, como ingestão exagerada de sal, proteína animal e produtos industrializados, além do baixo consumo de líquidos.

Como tratar?

Estima-se que 80% das pessoas que desenvolvem cálculos urinários eliminam a pedra espontaneamente com a urina. Os 20% restantes necessitam de alguma forma de tratamento, envolvendo desde medicações para o controle da dor até procedimentos com técnicas endourológicas ou litotripsia extracorpórea.