Hiperplasia Prostática Benigna: quando a próstata aumentada começa a atrapalhar a urina - Urologista em Chapecó | Dr. César Bombardelli – Cirurgião Urologista

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Hiperplasia Prostática Benigna: quando a próstata aumentada começa a atrapalhar a urina

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma das doenças mais comuns do aparelho urinário masculino e está diretamente relacionada ao processo natural de envelhecimento. Embora possa começar a se desenvolver a partir dos 40 anos, torna-se especialmente frequente após os 50 anos.

A próstata é uma glândula localizada logo abaixo da bexiga e que envolve a uretra, o canal responsável pela passagem da urina. Com o passar dos anos, a próstata pode aumentar progressivamente de tamanho e, em alguns homens, esse crescimento pode dificultar a passagem da urina e provocar diversos sintomas urinários.

É importante destacar que HPB não é câncer de próstata e não significa que o homem tenha câncer. São doenças diferentes, embora possam coexistir e devam ser avaliadas adequadamente pelo urologista.

O que é a Hiperplasia Prostática Benigna?

A HPB corresponde ao crescimento benigno das células da próstata. À medida que esse tecido aumenta, pode ocorrer compressão da uretra prostática e aumento da resistência à saída da urina.

Entretanto, existe uma relação importante que muitas vezes causa confusão:

uma próstata maior não significa necessariamente sintomas mais intensos.

Alguns homens apresentam uma próstata bastante aumentada e poucos sintomas urinários, enquanto outros, mesmo com uma próstata de tamanho moderado, podem apresentar importante dificuldade para urinar. Isso ocorre porque os sintomas urinários dependem não apenas do tamanho da próstata, mas também da resistência uretral, do funcionamento da bexiga e de outros fatores.

Quais sintomas a HPB pode causar?

Os sintomas relacionados à HPB fazem parte do que os médicos chamam de Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI).

Eles podem ser divididos, de maneira prática, em sintomas de armazenamento e de esvaziamento da bexiga.

Sintomas de armazenamento

São aqueles que ocorrem enquanto a bexiga está armazenando a urina:

  • aumento da frequência urinária;
  • urgência para urinar;
  • necessidade de urinar várias vezes durante o dia;
  • acordar repetidamente durante a noite para urinar (noctúria);
  • eventualmente, perda involuntária de urina associada à urgência.

Sintomas de esvaziamento

São aqueles percebidos principalmente durante a micção:

  • dificuldade para iniciar a micção;
  • jato urinário fraco;
  • jato urinário interrompido;
  • necessidade de fazer força para urinar;
  • demora para iniciar ou terminar a micção;
  • gotejamento ao final da urina;
  • sensação de que a bexiga não foi completamente esvaziada.

Esses sintomas podem aparecer lentamente e se intensificar ao longo dos anos. Por isso, é comum que o homem se acostume progressivamente com as alterações e passe a considerá-las “normais da idade”.

Mas dificuldade para urinar não deve ser considerada simplesmente uma consequência inevitável do envelhecimento.

Uma avaliação urológica pode identificar a causa dos sintomas e determinar se existe necessidade de tratamento.

Como é feito o diagnóstico da HPB?

O diagnóstico não depende de um único exame. O urologista realiza uma avaliação individualizada, procurando identificar a intensidade dos sintomas, seu impacto na qualidade de vida e possíveis alterações associadas.

1. História clínica

A consulta é fundamental.

O médico irá investigar:

  • quais sintomas estão presentes;
  • há quanto tempo começaram;
  • frequência e intensidade dos sintomas;
  • número de vezes que o paciente acorda à noite para urinar;
  • dificuldade para iniciar ou manter o jato urinário;
  • sensação de esvaziamento incompleto;
  • episódios de infecção urinária;
  • presença de sangue na urina;
  • medicamentos utilizados;
  • doenças associadas e cirurgias anteriores.

Questionários padronizados, como o IPSS (International Prostate Symptom Score), podem ser utilizados para quantificar a intensidade dos sintomas e acompanhar a resposta ao tratamento. As diretrizes europeias recomendam a utilização rotineira de questionários validados na avaliação dos sintomas urinários masculinos.

2. Exame físico e toque retal

O exame físico faz parte da avaliação urológica.

O toque retal permite avaliar características da próstata, como tamanho aproximado, consistência, superfície e presença de alterações que possam exigir investigação adicional.

É importante compreender que o toque retal não diagnostica sozinho a HPB nem substitui a avaliação para câncer de próstata.

3. Exames laboratoriais

Dependendo da idade, sintomas e características individuais do paciente, o urologista poderá solicitar exames como:

Exame de urina: auxilia na identificação de infecção, sangue ou outras alterações que possam explicar os sintomas.

PSA (antígeno prostático específico): pode fazer parte da avaliação da próstata quando seu resultado for relevante para a investigação de câncer ou para auxiliar na decisão terapêutica relacionada à HPB.

Creatinina e avaliação da função renal: podem ser indicadas quando existe suspeita de comprometimento da função renal, alterações do trato urinário ou quando se considera um tratamento cirúrgico.

4. Ultrassonografia

A ultrassonografia pode fornecer informações importantes sobre:

  • volume da próstata;
  • características da bexiga;
  • presença de cálculos;
  • dilatação das vias urinárias;
  • quantidade de urina que permanece na bexiga após a micção — o chamado resíduo pós-miccional.

A avaliação do resíduo pós-miccional é particularmente útil para verificar se a bexiga está conseguindo ser adequadamente esvaziada.

5. Urofluxometria

A urofluxometria é um exame simples e não invasivo que mede o fluxo da urina durante a micção.

Ela fornece informações sobre a velocidade e o padrão do jato urinário e pode ajudar o urologista a avaliar a presença de obstrução à saída da urina.

6. Outros exames

Em situações específicas, podem ser necessários exames complementares, como estudo urodinâmico, cistoscopia ou exames de imagem mais detalhados.

Esses exames não são obrigatórios para todos os homens com HPB. Sua indicação depende das características clínicas de cada paciente.

Como tratar a Hiperplasia Prostática Benigna?

O tratamento deve ser individualizado.

Não existe um único tratamento ideal para todos os homens. A escolha depende da intensidade dos sintomas, do impacto sobre a qualidade de vida, do tamanho e das características da próstata, do funcionamento da bexiga, da presença de complicações e das expectativas do paciente.

1. Acompanhamento e mudanças de hábitos

Homens com sintomas leves e pouco incômodos podem, em algumas situações, ser acompanhados periodicamente, sem necessidade imediata de medicamentos ou cirurgia.

Algumas medidas podem ajudar:

  • reduzir o consumo de líquidos antes de dormir;
  • moderar café, bebidas energéticas e álcool;
  • evitar longos períodos segurando a urina;
  • manter atividade física regular;
  • revisar com o médico medicamentos que possam piorar os sintomas urinários.

Essa abordagem é conhecida como vigilância ativa ou acompanhamento clínico.

2. Tratamento medicamentoso

Quando os sintomas são mais significativos, o tratamento medicamentoso pode proporcionar melhora importante.

Entre as principais opções estão os alfabloqueadores, que relaxam a musculatura da próstata e do colo da bexiga, facilitando a passagem da urina.

Outra classe importante são os inibidores da 5-alfa-redutase, como finasterida e dutasterida. Esses medicamentos atuam sobre o metabolismo hormonal da próstata e podem reduzir seu volume ao longo do tempo, sendo particularmente úteis em homens com próstata aumentada e maior risco de progressão da doença.

Em determinados pacientes, pode ser utilizada a associação de diferentes medicamentos.

Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5, como o tadalafil, também podem melhorar sintomas urinários em determinados homens, especialmente quando coexistem sintomas de disfunção erétil.

A escolha do medicamento deve sempre levar em consideração as características clínicas do paciente, outras doenças e os possíveis efeitos adversos.

Quando é necessário realizar uma cirurgia?

A cirurgia pode ser indicada quando:

  • os sintomas são importantes e comprometem significativamente a qualidade de vida;
  • o tratamento medicamentoso não proporciona melhora satisfatória;
  • ocorre retenção urinária;
  • existem infecções urinárias recorrentes relacionadas à obstrução;
  • há cálculos na bexiga;
  • ocorre sangramento urinário relacionado à HPB em determinadas situações;
  • existe comprometimento do trato urinário ou da função renal;
  • ou há outras condições que tornam necessária a desobstrução urinária.

Atualmente existem diferentes técnicas cirúrgicas e procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da HPB.

Cirurgias minimamente invasivas e tratamentos a laser

A evolução da Urologia trouxe diversas alternativas para o tratamento cirúrgico da próstata aumentada.

Entre elas estão técnicas endoscópicas tradicionais, como a Ressecção Transuretral da Próstata (RTU de próstata), além de diferentes modalidades de cirurgia a laser e outras técnicas minimamente invasivas.

As técnicas a laser permitem remover ou vaporizar o tecido prostático responsável pela obstrução, utilizando o canal da uretra como via de acesso, sem necessidade de uma incisão abdominal convencional.

Uma das técnicas modernas de destaque é a Enucleação da Próstata com Laser de Holmium (HoLEP), que permite a remoção endoscópica do tecido prostático que está obstruindo a passagem da urina.

A escolha da técnica depende principalmente do volume e da anatomia da próstata, das condições clínicas do paciente, dos sintomas e da experiência da equipe urológica.

HPB tem cura?

A HPB é uma condição relacionada ao processo de crescimento da próstata ao longo da vida. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e evitar ou tratar complicações decorrentes da obstrução urinária.

Os medicamentos podem controlar os sintomas e, em determinadas situações, reduzir o volume prostático.

Já os procedimentos cirúrgicos que removem o tecido prostático responsável pela obstrução podem proporcionar uma melhora urinária muito duradoura.

Por isso, o tratamento deve ser discutido individualmente entre o paciente e o urologista.

Não espere os sintomas urinários piorarem

Acordar várias vezes durante a noite para urinar, perceber que o jato urinário está progressivamente mais fraco, precisar fazer força para urinar ou sentir que a bexiga não esvazia completamente não deve ser encarado simplesmente como “coisa da idade”.

Esses sintomas podem estar relacionados à HPB, mas também podem ter outras causas, incluindo alterações da bexiga, infecções urinárias, prostatite e outras doenças do aparelho urinário.

Uma avaliação urológica permite identificar a causa dos sintomas, avaliar a próstata e determinar se o paciente necessita apenas de acompanhamento, tratamento medicamentoso ou alguma intervenção.

Se você tem mais de 50 anos e percebeu mudanças no seu padrão urinário, converse com um urologista. Diagnosticar e tratar precocemente os sintomas urinários pode contribuir para preservar sua qualidade de vida e evitar complicações.

Atenção

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica. Homens que apresentam incapacidade completa de urinar, sangue na urina, febre associada a sintomas urinários ou dor abdominal intensa devem procurar avaliação médica rapidamente.

Dr. Cesar Bombardelli – Urologista
Prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho urinário e da próstata.

Escrito e publicado pelo Dr. Cesar Bombardelli

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A cirurgia robótica representa uma das maiores inovações da medicina moderna. Amplamente utilizada em países como Estados Unidos e Europa, essa tecnologia vem crescendo de forma consistente no Brasil, especialmente nas cirurgias urológicas.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, no qual o cirurgião controla um sistema robótico por meio de um console, garantindo movimentos mais precisos e visão ampliada. Os robôs não atuam de forma autônoma: todos os movimentos são realizados pelo cirurgião, devidamente treinado e atualizado para acompanhar a evolução tecnológica.

Entre os principais benefícios da cirurgia robótica estão a redução da dor, menor risco de sangramento e infecção, recuperação mais rápida e menor tempo de internação. No tratamento do câncer de próstata, por exemplo, essa técnica já é a primeira opção na maioria dos países desenvolvidos, por oferecer mais segurança e melhores resultados ao paciente.

UroDicas: Testículos

Atente-se a alguns cuidados

Desenvolver quadro crônico de dores testiculares no decorrer do tempo pode se tornar uma realidade para homens que permanecem longos períodos em pé ou sentados. No primeiro caso pode haver uma fadiga do músculo cremaster e no segundo, a dificuldade de irrigação e oxigenação dos testículos.

Crie o hábito de observar os testículos

Demorar para esvaziar a bexiga favorece a invasão bacteriana e a infecção, pois a urina residual serve de meio condutor e facilita a adesão de bactérias patogênicas na parede da bexiga, além de enfraquecer o músculo vesical com o passar dos anos.

Esvazie a bexiga antes e depois do coito

Perceber nódulos e caroços endurecidos nos testículos são sinais de alerta para procurar um urologista, pois podem indicar o aparecimento de tumor maligno de testículo. Ao ser detectado ainda no início, o câncer de testículo possui alto potencial de cura.

Evite agressões nos testículos

Agredir o tecido germinativo testicular de maneira mecânica (pancadas), física (elevadas temperaturas) ou biológica (infecções) pode levar o indivíduo a uma condição permanente de infertilidade.

Procure não usar calças e cuecas apertadas

Usar calças e cuecas apertadas também pode levar ao aparecimento de dores testiculares crônicas, em função da redução do fluxo sanguíneo venoso e pelo maior desconforto proporcionado.

Atente-se ao uso de drogas

Utilizar drogas recreativas lícitas ou ilícitas exerce efeitos tóxicos no tecido germinativo testicular, gerando a produção de espermatozoides de qualidade ruim e em baixo número, além de determinar um cenário de infertilidade muitas vezes irreversível.

Procure auxílio ao detectar bolsas testiculares vazias na infância

Obter orientações e realizar o tratamento cirúrgico adequado em meninos com uma ou as duas bolsas testiculares vazias até, no máximo, os 9 anos de idade, é fundamental para garantir a fertilidade no futuro.

 

 

UroDicas: Rins

Beba bastante líquido

Manter uma hidratação generosa com volume médio de 3 litros ao longo das 24hs, incluindo água, sucos e chás, permite a produção de urina em bom volume, evitando a formação de cálculos renais e a incidência de infecções urinárias.

Atente-se às restrições

Ingerir líquidos em excesso pode ser prejudicial no caso de o indivíduo apresentar uma enfermidade renal com déficit de excreção. Além disso, o consumo de leite e derivados deve ser moderado por pessoas com predisposição para cálculos renais devido ao cálcio.

Aposte na ingestão de sucos de frutas cítricas

Consumir regularmente frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina, na forma de sucos ajuda a manter o PH da urina levemente alcalino e evitar a formação de cálculos urinários de ácido úrico.

Evite a ingestão de medicamentos sem orientação médica

Fazer uso de medicamentos, em especial alguns antibióticos e anti-inflamatórios, pode ser tóxico para os rins, principalmente se consumidos em tempo e dosagem errados.

 

 

UroDicas: Próstata

Evite o enchimento rápido da bexiga

Ingerir grandes volumes de líquidos de uma vez pode ocasionar uma distensão da bexiga e comprometer a eficiência da contração desse músculo, causando episódios de micção com jato mais fraco ou, em casos extremos, incapacidade de urinar.

Não fique muito tempo sem urinar

Segurar a urina por longos períodos pode ocasionar uma micção dificultosa ou até em retenção urinária em decorrência de um estiramento das fibras musculares da bexiga que, temporariamente, diminuem sua capacidade de contração.

Faça check-ups periódicos

Procurar o urologista para se submeter a uma avaliação clínica a partir dos 50 anos ou aos 45 anos nos casos de histórico familiar para o câncer prostático permite a detecção precoce do câncer de próstata e um tratamento eficaz, com reais chances de cura.

Evite descongestionantes nasais e antigripais

Utilizar medicamentos contendo compostos que atuem em receptores semelhantes aos que existem na cápsula da próstata e na saída da bexiga pode dificultar a micção, especialmente em indivíduos com algum grau de crescimento da próstata.

 

 

UroDicas: Pênis

Mantenha a higienização em dia

Puxar a pele prepucial para trás e limpar completamente a região que fica coberta, além de não deixar o esmegma (secreção sebácea do pênis) se acumular são atitudes essenciais para evitar inflamação crônica, fator de risco para o câncer de pênis.

Evite a flexão forçada da haste peniana

Forçar uma flexão da haste peniana durante o estado erétil pode levar a uma ruptura traumática da túnica albugínea dos corpos cavernosos, com rápida formação de hematoma peniano, condição esta conhecida como fratura de corpos cavernosos.

Fortaleça a musculatura pélvica

Tonificar os músculos pélvicos, responsáveis pela liberação do sêmen e da urina, é um dos tratamentos indicados para homens com incontinência urinária por ajudar a ter maior controle sobre o momento de ejacular.

Atente-se aos níveis de testosterona

Estar com baixos níveis de testosterona não é algo tão incomum e pode originar a disfunção erétil, tendo em vista tratar-se do hormônio responsável pela ereção peniana, daí a importância de diagnosticar e tratar a condição.

 

 

UroDicas: Bexiga

Mantenha-se hidratado

Ingerir líquidos de maneira generosa e regular aumenta a produção e o fluxo de urina, fatores essenciais de proteção contra a invasão de bactérias e a infecção do trato urinário.

Não adie a ida ao banheiro

Demorar para esvaziar a bexiga favorece a invasão bacteriana e a infecção, pois a urina residual serve de meio condutor e facilita a adesão de bactérias patogênicas na parede da bexiga, além de enfraquecer o músculo vesical com o passar dos anos.

Esvazie a bexiga antes e depois do coito

Manter relações sexuais com a bexiga cheia facilita a entrada de bactérias patogênicas através da uretra feminina para dentro da bexiga. Portanto, mulheres, lembrem-se de ir ao banheiro antes e depois do coito.

Evite cremes espermicidas, sabonetes íntimos e géis lubrificantes

Cremes espermicidas, sabonetes íntimos e alguns géis lubrificantes usados com frequência podem alterar significativamente a flora vaginal e propiciar a proliferação de bactérias patogênicas com potencial para causarem infecção urinária.

Evite andar em veículo automotor com a bexiga cheia

Esta prática aumenta o risco de uma ruptura traumática da bexiga na eventualidade de um acidente automobilístico, fazendo com que haja extravasamento de urina para dentro da cavidade abdominal.

 

 

Urologia Clínica Geral de Adultos

Urologia é a especialidade médica responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho urinário de homens e mulheres, incluindo órgãos como rins, bexiga, ureteres e uretra. O médico urologista também trata problemas relacionados às adrenais e afecções do aparelho reprodutor masculino, a exemplo do pênis, testículos, próstata e vesículas seminais.

Problemas tratados pelo urologista

Inúmeros problemas relacionados ao trato urinário de ambos os sexos e ao aparelho reprodutor masculino podem ser tratados pelo urologista. Entre eles estão infecções urinárias, cálculos renais, tumores benignos ou malignos, distúrbios de micção, doenças da próstata e infertilidade.

Quando procurar um urologista

A recomendação é realizar check-ups de maneira periódica, entretanto, alguns sinais podem indicar doenças urológicas e exigir um atendimento imediato. Atenção ao sentir dores abdominais, lombares, testiculares e penianas ou, ainda, diminuição do jato urinário, aumento da frequência urinária, gotejamento pós-miccional e incontinência urinária. Questões como ausência de ejaculação, corrimento uretral, verrugas penianas e ejaculação precoce também demandam cuidado especial.

O que é Vasectomia?

Vasectomia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que visa a contracepção masculina de maneira segura, impedindo que a gravidez ocorra numa relação sexual normal, mesmo numa eventual ejaculação dentro da vagina. Trata-se de uma alternativa contraceptiva considerada relativamente simples em termos de complexidade e altamente eficaz, com taxas de sucesso superiores a 99%.

Como funciona?

Realizada em regime ambulatorial, sem internação e com anestesia local ou sedação, o médico urologista faz um pequeno corte de cada lado da bolsa escrotal para cortar e bloquear os ductos deferentes, responsáveis por conduzir os espermatozoides até o pênis. Dessa maneira, a ejaculação permanece e o sêmen conserva a maior parte das suas características, mas como não possui espermatozoides viáveis, pois o canal foi bloqueado, inviabiliza a hipótese de gravidez. O paciente é liberado logo após o procedimento e recebe orientações para o cuidado pós-operatório.

Como é a recuperação?

A hiperplasia prostática benigna é caracterizada pelo crescimento nodular de uma das regiões da próstata. Essa condição, mais frequente a partir dos 40 anos, pode comprimir a uretra, diminuindo o seu calibre e dificultando ou impedindo a passagem da urina. As causas ainda são desconhecidas, no entanto, acredita-se que vários fatores simultâneos estejam envolvidos, como idade, histórico familiar, presença de níveis elevados de hormônios masculinos e alterações genéticas.

 

Quais as vantagens e desvantagens?

A principal vantagem de o homem realizar a vasectomia refere-se ao maior controle sobre a gravidez, mas não para por aí. É uma cirurgia com alta taxa de eficácia e baixa porcentagem de complicações. Além disso, diferentemente do uso de pílulas e outros métodos contraceptivos usados pelas mulheres, a vasectomia não interfere nos níveis hormonais, no desejo sexual ou na dinâmica da relação sexual.

Em termos de desvantagens, pode-se ressaltar a necessidade de aguardar cerca de 3 meses depois da cirurgia para suspender os métodos contraceptivos até que um novo espermograma confirme a ausência de espermatozoides. Outro aspecto é o fato de a vasectomia não proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis, sendo recomendada a manutenção do uso de camisinha em toda relação sexual.

Cirurgias endoscópicas urológicas minimamente invasivas: O que são?

O aprimoramento tecnológico contínuo da medicina vem possibilitando tratar as doenças de uma maneira mais eficaz e ao mesmo tempo menos agressiva. Bastante difundida, as cirurgias minimamente invasivas são caracterizadas pela realização de procedimentos cirúrgicos com pequenos cortes ou até mesmo sem cortes, por meio de orifícios naturais. Na Urologia, destacam-se a endourologia, a cirurgia videolaparoscópica e a cirurgia robótica.

Quais as vantagens?

Os principais benefícios da Cirurgia Endoscópica Urológica Minimamente Invasiva estão relacionados aos seguintes fatores: cicatriz cirúrgica reduzida, menor dor pós-operatória, menor taxa de complicações, recuperação mais rápida, alta hospitalar precoce, retorno mais rápido às atividades habituais e maior conforto ao paciente.

Quais doenças são tratadas?

As cirurgias urológicas mais comuns que podem ser tratadas de forma minimamente invasiva são tumores benignos, malignos e doenças císticas dos rins e glândula adrenal, tumores do urotelio e câncer de bexiga, hiperplasia benigna e Câncer de Próstata, bem como incontinência urinaria de esforço e disfunções neurogênicas da bexiga.

Câncer de Próstata: O que é?

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino localizada entre a bexiga e a pélvis, englobando toda a volta da primeira porção da uretra. O câncer dessa região resulta do crescimento anormal e descontrolado das células da próstata. Embora este seja o tumor sólido mais comum no homem e o segundo que mais mata anualmente, ainda encontra no preconceito uma barreira para o diagnóstico precoce.

Quais são os sintomas?

O câncer de próstata em sua fase inicial é assintomático. No entanto, em estágios mais avançados nos quais a doença já comprometeu quase toda a glândula prostática, com invasão para órgãos e tecidos vizinhos ou mesmo à distância (as chamadas metástases), os sintomas incluem dificuldade e dor para urinar, urina com sangue, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e dores pelo corpo.

Quais são os fatores de risco e como diagnosticar?

Os fatores de risco mais conhecidos para o câncer de próstata são idade, histórico familiar, raça, obesidade e síndromes genéticas. Para diagnosticar o câncer de próstata precocemente, recomenda-se o rastreamento a partir dos 50 anos por meio do toque retal e de dosagens sanguíneas de PSA. Homens com histórico de câncer de próstata na família acometendo parentes de primeiro grau (pai e irmãos) e homens negros, entretanto, devem iniciar essa avaliação aos 45 anos devido ao maior risco.

Quais os Tratamentos Disponíveis?

Quando o paciente faz suas visitas regulares ao urologista para a prevenção do câncer de próstata e este é diagnosticado em fase inicial, sua chance de cura supera os 90%. As terapias oferecidas para a cura do câncer de próstata são a cirurgia (prostatectomia radical) e a radioterapia. Em casos mais avançados, a escolha do tratamento costuma estar relacionada não apenas às chances de cura mas também aos efeitos colaterais, ao custo e à logística pertinente a cada uma das modalidades terapêuticas.

O que são Cálculos Urinários?

As pedras na urina ou cálculos urinários referem-se a um problema cujo nome científico é litíase urinária e consistem na formação de partículas sólidas no sistema urinário. Esse quadro se instala devido a uma alteração metabólica crônica do organismo que determina um aumento da excreção urinária de determinadas substâncias e/ou uma diminuição da excreção de substâncias inibidores da cristalização.

Quais são as causas?

A formação de cálculos pode estar relacionada à predisposição genética, mas o risco de desenvolver o problema tende a aumentar em razão do excesso de peso e maus hábitos alimentares, como ingestão exagerada de sal, proteína animal e produtos industrializados, além do baixo consumo de líquidos.

Quais são os sintomas?

A formação de cálculos pode estar relacionada à predisposição genética, mas o risco de desenvolver o problema tende a aumentar em razão do excesso de peso e maus hábitos alimentares, como ingestão exagerada de sal, proteína animal e produtos industrializados, além do baixo consumo de líquidos.

Como tratar?

Estima-se que 80% das pessoas que desenvolvem cálculos urinários eliminam a pedra espontaneamente com a urina. Os 20% restantes necessitam de alguma forma de tratamento, envolvendo desde medicações para o controle da dor até procedimentos com técnicas endourológicas ou litotripsia extracorpórea.